Por Dra. Priscilla Fiorelli (Médica formada e especializada na USP, e docente no Einstein).
Por Dra. Priscilla Fiorelli (Médica formada e especializada na USP, e docente no Einstein).
Por Dra. Priscilla Fiorelli (Médica formada e especializada na USP, e docente no Einstein).
Vamos conversar sobre algo muito importante e que costuma passar despercebido no nosso dia a dia: a saúde do coração feminino.
Infelizmente, as doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos (chamadas de doenças cardiovasculares) ainda são a principal causa de adoecimento e morte de mulheres no mundo inteiro. As mais comuns são: Infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC/ derrame), Insuficiência Cardíaca, Arritmias, dentre outras.
O grande problema é que por muito tempo, os remédios e tratamentos do coração foram testados em estudos quase que apenas em homens, com isso, as doenças são geralmente vistas sob a ótica de um “modelo de ser humano masculino”.
Por causa disso, a saúde do coração da mulher é menos estudada, menos diagnosticada e acaba recebendo menos tratamentos adequados do que deveria.
De fato, estudos mostram que mulheres que passam por problemas no coração costumam ter uma recuperação mais difícil e relatam se sentir menos acolhidas e compreendidas do que os homens.
O coração da mulher não segue as mesmas regras do homem.
Desde a juventude até a terceira idade, nossa saúde cardíaca é muito balançada não só pelas nossas escolhas de estilo de vida e acúmulo de estresse no dia a dia, mas também por doenças e síndromes exclusivas do sexo feminino, e pelas oscilações dos nossos hormônios em cada fase de vida.
Após a menarca (primeira menstruação da vida) e durante a vida adulta entre 25 e 45 anos, a mulher tem risco aumentado de doenças e situações exclusivamente femininas que afetam o sistema cardiovascular, sendo as principais: Síndrome Metabólica Ovariana Poliendócrina, Endometriose, Uso de Anticoncepcional Hormonal, e Gravidez.
As grandes mudanças hormonais da vida da mulher (como puberdade, gravidez e menopausa) também mexem muito com as defesas do organismo, podendo despertar ou piorar doenças autoimunes, como o Lúpus (LES) e a Artrite Reumatóide. E o pior é que a mulher com uma doença autoimune tem uma chance 1,5 vez maior de ter problemas cardíacos (no caso do Lúpus, esse risco chega a ser quase 3 vezes maior do que na população geral).
Mesmo doenças que não são exclusivas do sexo feminino podem ter apresentações diferentes nas mulheres do que nos homens, como acontece no infarto ou nas arritmias.
Além dos riscos e apresentações clínicas específicas das mulheres, também compartilhamos riscos que independem do sexo. Quem não cria bons hábitos quando jovem, como quem tem má alimentação e falta de exercícios, acaba levando esse "peso" e um risco muito maior de ter infarto ou AVC na vida adulta. E até históricos de tratamentos contra o câncer (como quimioterapia ou radioterapia) funcionam como aceleradores do envelhecimento do coração.
Esses problemas de circulação afetam vários sistemas do corpo, não só o coração e vasos sanguíneos. Por exemplo, quando há falta de sangue e oxigênio no cérebro por conta de um AVC (derrame cerebral), aumenta o risco de demência vascular, gerando falhas na memória e outras funções cognitivas (como planejamento ou execução de tarefas). A cada 100 mulheres com demências, 15 a 20 têm demência de causa vascular, sendo hoje uma das maiores causas de perda de autonomia e adoecimento entre as mulheres mais maduras.
Se os médicos e profissionais (e as próprias mulheres) entenderem melhor como o corpo feminino funciona e quais são os nossos gatilhos exclusivos, poderemos melhorar a qualidade de vida das pacientes e evitar reinternações desnecessárias.
Vamos conversar sobre algo muito importante e que costuma passar despercebido no nosso dia a dia: a saúde do coração feminino.
Infelizmente, as doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos (chamadas de doenças cardiovasculares) ainda são a principal causa de adoecimento e morte de mulheres no mundo inteiro. As mais comuns são: Infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC/ derrame), Insuficiência Cardíaca, Arritmias, dentre outras.
O grande problema é que por muito tempo, os remédios e tratamentos do coração foram testados em estudos quase que apenas em homens, com isso, as doenças são geralmente vistas sob a ótica de um “modelo de ser humano masculino”.
Por causa disso, a saúde do coração da mulher é menos estudada, menos diagnosticada e acaba recebendo menos tratamentos adequados do que deveria.
De fato, estudos mostram que mulheres que passam por problemas no coração costumam ter uma recuperação mais difícil e relatam se sentir menos acolhidas e compreendidas do que os homens.
O coração da mulher não segue as mesmas regras do homem.
Desde a juventude até a terceira idade, nossa saúde cardíaca é muito balançada não só pelas nossas escolhas de estilo de vida e acúmulo de estresse no dia a dia, mas também por doenças e síndromes exclusivas do sexo feminino, e pelas oscilações dos nossos hormônios em cada fase de vida.
Após a menarca (primeira menstruação da vida) e durante a vida adulta entre 25 e 45 anos, a mulher tem risco aumentado de doenças e situações exclusivamente femininas que afetam o sistema cardiovascular, sendo as principais: Síndrome Metabólica Ovariana Poliendócrina, Endometriose, Uso de Anticoncepcional Hormonal, e Gravidez.
As grandes mudanças hormonais da vida da mulher (como puberdade, gravidez e menopausa) também mexem muito com as defesas do organismo, podendo despertar ou piorar doenças autoimunes, como o Lúpus (LES) e a Artrite Reumatóide. E o pior é que a mulher com uma doença autoimune tem uma chance 1,5 vez maior de ter problemas cardíacos (no caso do Lúpus, esse risco chega a ser quase 3 vezes maior do que na população geral).
Mesmo doenças que não são exclusivas do sexo feminino podem ter apresentações diferentes nas mulheres do que nos homens, como acontece no infarto ou nas arritmias.
Além dos riscos e apresentações clínicas específicas das mulheres, também compartilhamos riscos que independem do sexo. Quem não cria bons hábitos quando jovem, como quem tem má alimentação e falta de exercícios, acaba levando esse "peso" e um risco muito maior de ter infarto ou AVC na vida adulta. E até históricos de tratamentos contra o câncer (como quimioterapia ou radioterapia) funcionam como aceleradores do envelhecimento do coração.
Esses problemas de circulação afetam vários sistemas do corpo, não só o coração e vasos sanguíneos. Por exemplo, quando há falta de sangue e oxigênio no cérebro por conta de um AVC (derrame cerebral), aumenta o risco de demência vascular, gerando falhas na memória e outras funções cognitivas (como planejamento ou execução de tarefas). A cada 100 mulheres com demências, 15 a 20 têm demência de causa vascular, sendo hoje uma das maiores causas de perda de autonomia e adoecimento entre as mulheres mais maduras.
Se os médicos e profissionais (e as próprias mulheres) entenderem melhor como o corpo feminino funciona e quais são os nossos gatilhos exclusivos, poderemos melhorar a qualidade de vida das pacientes e evitar reinternações desnecessárias.
Vamos conversar sobre algo muito importante e que costuma passar despercebido no nosso dia a dia: a saúde do coração feminino.
Infelizmente, as doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos (chamadas de doenças cardiovasculares) ainda são a principal causa de adoecimento e morte de mulheres no mundo inteiro. As mais comuns são: Infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC/ derrame), Insuficiência Cardíaca, Arritmias, dentre outras.
O grande problema é que por muito tempo, os remédios e tratamentos do coração foram testados em estudos quase que apenas em homens, com isso, as doenças são geralmente vistas sob a ótica de um “modelo de ser humano masculino”.
Por causa disso, a saúde do coração da mulher é menos estudada, menos diagnosticada e acaba recebendo menos tratamentos adequados do que deveria.
De fato, estudos mostram que mulheres que passam por problemas no coração costumam ter uma recuperação mais difícil e relatam se sentir menos acolhidas e compreendidas do que os homens.
O coração da mulher não segue as mesmas regras do homem.
Desde a juventude até a terceira idade, nossa saúde cardíaca é muito balançada não só pelas nossas escolhas de estilo de vida e acúmulo de estresse no dia a dia, mas também por doenças e síndromes exclusivas do sexo feminino, e pelas oscilações dos nossos hormônios em cada fase de vida.
Após a menarca (primeira menstruação da vida) e durante a vida adulta entre 25 e 45 anos, a mulher tem risco aumentado de doenças e situações exclusivamente femininas que afetam o sistema cardiovascular, sendo as principais: Síndrome Metabólica Ovariana Poliendócrina, Endometriose, Uso de Anticoncepcional Hormonal, e Gravidez.
As grandes mudanças hormonais da vida da mulher (como puberdade, gravidez e menopausa) também mexem muito com as defesas do organismo, podendo despertar ou piorar doenças autoimunes, como o Lúpus (LES) e a Artrite Reumatóide. E o pior é que a mulher com uma doença autoimune tem uma chance 1,5 vez maior de ter problemas cardíacos (no caso do Lúpus, esse risco chega a ser quase 3 vezes maior do que na população geral).
Mesmo doenças que não são exclusivas do sexo feminino podem ter apresentações diferentes nas mulheres do que nos homens, como acontece no infarto ou nas arritmias.
Além dos riscos e apresentações clínicas específicas das mulheres, também compartilhamos riscos que independem do sexo. Quem não cria bons hábitos quando jovem, como quem tem má alimentação e falta de exercícios, acaba levando esse "peso" e um risco muito maior de ter infarto ou AVC na vida adulta. E até históricos de tratamentos contra o câncer (como quimioterapia ou radioterapia) funcionam como aceleradores do envelhecimento do coração.
Esses problemas de circulação afetam vários sistemas do corpo, não só o coração e vasos sanguíneos. Por exemplo, quando há falta de sangue e oxigênio no cérebro por conta de um AVC (derrame cerebral), aumenta o risco de demência vascular, gerando falhas na memória e outras funções cognitivas (como planejamento ou execução de tarefas). A cada 100 mulheres com demências, 15 a 20 têm demência de causa vascular, sendo hoje uma das maiores causas de perda de autonomia e adoecimento entre as mulheres mais maduras.
Se os médicos e profissionais (e as próprias mulheres) entenderem melhor como o corpo feminino funciona e quais são os nossos gatilhos exclusivos, poderemos melhorar a qualidade de vida das pacientes e evitar reinternações desnecessárias.
Embora as mortes por problemas de coração estejam caindo no mundo em geral, entre as mulheres mais jovens essa melhora travou. E tem um detalhe perigoso: quando uma mulher tem um infarto (Síndrome Coronariana Aguda), ela costuma sentir sintomas diferentes dos que dos homens.
Geralmente reconhecemos um infarto por ser uma condição que causa dor em aperto no peito, que pode irradiar a dor para o braço esquerdo, e piora com esforço ou estresse. Mas nem sempre o infarto se manifesta dessa forma, e na mulher pode ser ainda mais diferente, com sintomas como: fraqueza, enjoos, batedeira no peito ou dor nas costas. Por isso, as mulheres demoram de 2 a 5 horas a mais do que os homens para ir ao hospital, o que piora muito as chances de recuperação.
Existe um tipo de infarto que é mais comum em mulheres do que em homens: a MINOCA (Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas). É um tipo de infarto que acontece mesmo com as artérias do coração desentupidas.
Uma das principais causas de infarto (Síndrome Coronariana Aguda) e MINOCA em mulheres jovens e de meia-idade (entre 42 e 53 anos) é a DEAC (Dissecação Espontânea de Artéria Coronária). Em vez de entupir com gordura, a parede da artéria sofre um pequeno rasgo interno que atrapalha a passagem do sangue.
Como acontece muito mais em mulheres e no final da gravidez e no pós-parto, os médicos acreditam que os hormônios têm grande culpa nisso.
A disfunção microvascular coronariana (DMC) é outra causa fundamental de MINOCA, acontece porque os vasos sanguíneos bem pequenininhos do coração não conseguem se dilatar direito. O espasmo coronariano (espécie de "cãibra" dos vasos do coração) representa cerca de 20% dos casos de MINOCA. Existem diferentes tipos de espasmo: o espasmo focal clássico é mais comum em homens, enquanto o espasmo difuso e microvascular são mais prevalentes em mulheres. Pode ocorrer tipicamente em repouso, mas pode ser desencadeado por estresse, clima frio e hiperventilação.
Embora as mortes por problemas de coração estejam caindo no mundo em geral, entre as mulheres mais jovens essa melhora travou. E tem um detalhe perigoso: quando uma mulher tem um infarto (Síndrome Coronariana Aguda), ela costuma sentir sintomas diferentes dos que dos homens.
Geralmente reconhecemos um infarto por ser uma condição que causa dor em aperto no peito, que pode irradiar a dor para o braço esquerdo, e piora com esforço ou estresse. Mas nem sempre o infarto se manifesta dessa forma, e na mulher pode ser ainda mais diferente, com sintomas como: fraqueza, enjoos, batedeira no peito ou dor nas costas. Por isso, as mulheres demoram de 2 a 5 horas a mais do que os homens para ir ao hospital, o que piora muito as chances de recuperação.
Existe um tipo de infarto que é mais comum em mulheres do que em homens: a MINOCA (Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas). É um tipo de infarto que acontece mesmo com as artérias do coração desentupidas.
Uma das principais causas de infarto (Síndrome Coronariana Aguda) e MINOCA em mulheres jovens e de meia-idade (entre 42 e 53 anos) é a DEAC (Dissecação Espontânea de Artéria Coronária). Em vez de entupir com gordura, a parede da artéria sofre um pequeno rasgo interno que atrapalha a passagem do sangue.
Como acontece muito mais em mulheres e no final da gravidez e no pós-parto, os médicos acreditam que os hormônios têm grande culpa nisso.
A disfunção microvascular coronariana (DMC) é outra causa fundamental de MINOCA, acontece porque os vasos sanguíneos bem pequenininhos do coração não conseguem se dilatar direito. O espasmo coronariano (espécie de "cãibra" dos vasos do coração) representa cerca de 20% dos casos de MINOCA. Existem diferentes tipos de espasmo: o espasmo focal clássico é mais comum em homens, enquanto o espasmo difuso e microvascular são mais prevalentes em mulheres. Pode ocorrer tipicamente em repouso, mas pode ser desencadeado por estresse, clima frio e hiperventilação.
Embora as mortes por problemas de coração estejam caindo no mundo em geral, entre as mulheres mais jovens essa melhora travou. E tem um detalhe perigoso: quando uma mulher tem um infarto (Síndrome Coronariana Aguda), ela costuma sentir sintomas diferentes dos que dos homens.
Geralmente reconhecemos um infarto por ser uma condição que causa dor em aperto no peito, que pode irradiar a dor para o braço esquerdo, e piora com esforço ou estresse. Mas nem sempre o infarto se manifesta dessa forma, e na mulher pode ser ainda mais diferente, com sintomas como: fraqueza, enjoos, batedeira no peito ou dor nas costas. Por isso, as mulheres demoram de 2 a 5 horas a mais do que os homens para ir ao hospital, o que piora muito as chances de recuperação.
Existe um tipo de infarto que é mais comum em mulheres do que em homens: a MINOCA (Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas). É um tipo de infarto que acontece mesmo com as artérias do coração desentupidas.
Uma das principais causas de infarto (Síndrome Coronariana Aguda) e MINOCA em mulheres jovens e de meia-idade (entre 42 e 53 anos) é a DEAC (Dissecação Espontânea de Artéria Coronária). Em vez de entupir com gordura, a parede da artéria sofre um pequeno rasgo interno que atrapalha a passagem do sangue.
Como acontece muito mais em mulheres e no final da gravidez e no pós-parto, os médicos acreditam que os hormônios têm grande culpa nisso.
A disfunção microvascular coronariana (DMC) é outra causa fundamental de MINOCA, acontece porque os vasos sanguíneos bem pequenininhos do coração não conseguem se dilatar direito. O espasmo coronariano (espécie de "cãibra" dos vasos do coração) representa cerca de 20% dos casos de MINOCA. Existem diferentes tipos de espasmo: o espasmo focal clássico é mais comum em homens, enquanto o espasmo difuso e microvascular são mais prevalentes em mulheres. Pode ocorrer tipicamente em repouso, mas pode ser desencadeado por estresse, clima frio e hiperventilação.
A taquicardia paroxística (aquela que acelera o coração do nada) é duas vezes mais frequente em mulheres do que em homens. O grande problema é que as mulheres costumam ser diagnosticadas muito mais tarde porque os médicos frequentemente dizem que o que elas têm é apenas "estresse" ou "ansiedade", deixando de tratar o problema real com remédios ou com a ablação (um procedimento para corrigir os pontos da arritmia).
Uma pesquisa mostrou que mais da metade das mulheres (59%) percebe o início de certas arritmias (como as taquicardias) justamente nos períodos de grande flutuação dos hormônios: na fase pré-menstrual, durante a gravidez, na perimenopausa ou quando usam pílulas anticoncepcionais.
Também, existe um problema na regulação do corpo chamada Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS, da sigla em inglês) que afeta quase que exclusivamente as mulheres jovens e de meia-idade: cerca de 94% dos pacientes são do sexo feminino. Nessa condição, quando a mulher fica em pé, o coração acelera demais (sobe 30 batimentos ou mais por minuto), mas a pressão arterial não cai. Isso causa tontura, batedeira, dor no peito e até problemas na digestão.
Muitas vezes, esse problema começa logo após a mulher passar por uma infecção viral. Assim como em outros problemas, as mulheres sofrem muito mais para conseguir o diagnóstico correto do que os homens, chegando a passar por cerca de 5 médicos diferentes antes de descobrirem o que realmente têm. O tratamento inicial é simples e foca em aumentar a ingestão de sal e eletrólitos (como soros ou bebidas isotônicas), usar meias elásticas de compressão nas pernas e, se necessário, usar remédios específicos prescritos pelo médico.
A taquicardia paroxística (aquela que acelera o coração do nada) é duas vezes mais frequente em mulheres do que em homens. O grande problema é que as mulheres costumam ser diagnosticadas muito mais tarde porque os médicos frequentemente dizem que o que elas têm é apenas "estresse" ou "ansiedade", deixando de tratar o problema real com remédios ou com a ablação (um procedimento para corrigir os pontos da arritmia).
Uma pesquisa mostrou que mais da metade das mulheres (59%) percebe o início de certas arritmias (como as taquicardias) justamente nos períodos de grande flutuação dos hormônios: na fase pré-menstrual, durante a gravidez, na perimenopausa ou quando usam pílulas anticoncepcionais.
Também, existe um problema na regulação do corpo chamada Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS, da sigla em inglês) que afeta quase que exclusivamente as mulheres jovens e de meia-idade: cerca de 94% dos pacientes são do sexo feminino. Nessa condição, quando a mulher fica em pé, o coração acelera demais (sobe 30 batimentos ou mais por minuto), mas a pressão arterial não cai. Isso causa tontura, batedeira, dor no peito e até problemas na digestão.
Muitas vezes, esse problema começa logo após a mulher passar por uma infecção viral. Assim como em outros problemas, as mulheres sofrem muito mais para conseguir o diagnóstico correto do que os homens, chegando a passar por cerca de 5 médicos diferentes antes de descobrirem o que realmente têm. O tratamento inicial é simples e foca em aumentar a ingestão de sal e eletrólitos (como soros ou bebidas isotônicas), usar meias elásticas de compressão nas pernas e, se necessário, usar remédios específicos prescritos pelo médico.
A taquicardia paroxística (aquela que acelera o coração do nada) é duas vezes mais frequente em mulheres do que em homens. O grande problema é que as mulheres costumam ser diagnosticadas muito mais tarde porque os médicos frequentemente dizem que o que elas têm é apenas "estresse" ou "ansiedade", deixando de tratar o problema real com remédios ou com a ablação (um procedimento para corrigir os pontos da arritmia).
Uma pesquisa mostrou que mais da metade das mulheres (59%) percebe o início de certas arritmias (como as taquicardias) justamente nos períodos de grande flutuação dos hormônios: na fase pré-menstrual, durante a gravidez, na perimenopausa ou quando usam pílulas anticoncepcionais.
Também, existe um problema na regulação do corpo chamada Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS, da sigla em inglês) que afeta quase que exclusivamente as mulheres jovens e de meia-idade: cerca de 94% dos pacientes são do sexo feminino. Nessa condição, quando a mulher fica em pé, o coração acelera demais (sobe 30 batimentos ou mais por minuto), mas a pressão arterial não cai. Isso causa tontura, batedeira, dor no peito e até problemas na digestão.
Muitas vezes, esse problema começa logo após a mulher passar por uma infecção viral. Assim como em outros problemas, as mulheres sofrem muito mais para conseguir o diagnóstico correto do que os homens, chegando a passar por cerca de 5 médicos diferentes antes de descobrirem o que realmente têm. O tratamento inicial é simples e foca em aumentar a ingestão de sal e eletrólitos (como soros ou bebidas isotônicas), usar meias elásticas de compressão nas pernas e, se necessário, usar remédios específicos prescritos pelo médico.
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) é o novo nome dado para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). É uma condição muito comum que mexe com os hormônios da mulher (causando excesso de hormônios masculinos). Atualmente essa condição ganhou um novo nome, pois é possível ter essa condição mesmo sem cistos nos ovários e não é exclusiva dos órgãos ginecológicos, é uma síndrome que mexe com todo o sistema endócrino e metabólico.
Alguns sintomas da SOMP incluem cólicas, espinhas, crescimento de pêlos e menstruação irregular, mas o que poucas pessoas sabem é que ela também agride o coração e vasos sanguíneos.
O desequilíbrio hormonal da SOMP faz a gordura se acumular principalmente na barriga (aquela gordura visceral, que fica nos órgãos). Também causa resistência à insulina, que é quando o corpo precisa fabricar muito mais insulina para dar conta do açúcar no sangue. Por isso, mulheres com SOMP têm três vezes mais chance de desenvolver diabetes e 50% mais risco de ter doenças cardíacas ao longo da vida.
Para quem tem SOMP, o tratamento vai muito além de regular a menstruação. O foco também deve ser proteger a circulação, por exemplo, mantendo o peso em uma faixa saudável e mudar o estilo de vida. Podem também ser usados remédios para controlar o açúcar no sangue (como a metformina), e para emagrecer (como as injeções do tipo agonistas de GLP-1, conhecidas popularmente por nomes como Ozempic). Associar esses cuidados clínicos ao tratamento ginecológico ajuda muito a diminuir riscos de doenças dos vasos e coração.
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) é o novo nome dado para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). É uma condição muito comum que mexe com os hormônios da mulher (causando excesso de hormônios masculinos). Atualmente essa condição ganhou um novo nome, pois é possível ter essa condição mesmo sem cistos nos ovários e não é exclusiva dos órgãos ginecológicos, é uma síndrome que mexe com todo o sistema endócrino e metabólico.
Alguns sintomas da SOMP incluem cólicas, espinhas, crescimento de pêlos e menstruação irregular, mas o que poucas pessoas sabem é que ela também agride o coração e vasos sanguíneos.
O desequilíbrio hormonal da SOMP faz a gordura se acumular principalmente na barriga (aquela gordura visceral, que fica nos órgãos). Também causa resistência à insulina, que é quando o corpo precisa fabricar muito mais insulina para dar conta do açúcar no sangue. Por isso, mulheres com SOMP têm três vezes mais chance de desenvolver diabetes e 50% mais risco de ter doenças cardíacas ao longo da vida.
Para quem tem SOMP, o tratamento vai muito além de regular a menstruação. O foco também deve ser proteger a circulação, por exemplo, mantendo o peso em uma faixa saudável e mudar o estilo de vida. Podem também ser usados remédios para controlar o açúcar no sangue (como a metformina), e para emagrecer (como as injeções do tipo agonistas de GLP-1, conhecidas popularmente por nomes como Ozempic). Associar esses cuidados clínicos ao tratamento ginecológico ajuda muito a diminuir riscos de doenças dos vasos e coração.
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) é o novo nome dado para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). É uma condição muito comum que mexe com os hormônios da mulher (causando excesso de hormônios masculinos). Atualmente essa condição ganhou um novo nome, pois é possível ter essa condição mesmo sem cistos nos ovários e não é exclusiva dos órgãos ginecológicos, é uma síndrome que mexe com todo o sistema endócrino e metabólico.
Alguns sintomas da SOMP incluem cólicas, espinhas, crescimento de pêlos e menstruação irregular, mas o que poucas pessoas sabem é que ela também agride o coração e vasos sanguíneos.
O desequilíbrio hormonal da SOMP faz a gordura se acumular principalmente na barriga (aquela gordura visceral, que fica nos órgãos). Também causa resistência à insulina, que é quando o corpo precisa fabricar muito mais insulina para dar conta do açúcar no sangue. Por isso, mulheres com SOMP têm três vezes mais chance de desenvolver diabetes e 50% mais risco de ter doenças cardíacas ao longo da vida.
Para quem tem SOMP, o tratamento vai muito além de regular a menstruação. O foco também deve ser proteger a circulação, por exemplo, mantendo o peso em uma faixa saudável e mudar o estilo de vida. Podem também ser usados remédios para controlar o açúcar no sangue (como a metformina), e para emagrecer (como as injeções do tipo agonistas de GLP-1, conhecidas popularmente por nomes como Ozempic). Associar esses cuidados clínicos ao tratamento ginecológico ajuda muito a diminuir riscos de doenças dos vasos e coração.
A endometriose acomete 1 mulher em cada 10. É uma doença que acontece quando o tecido que deveria crescer dentro do útero acaba crescendo fora dele, causando muitas dores.
Muitas pessoas já sabem que a endometriose é uma das causas de infertilidade, o que quase ninguém te conta é que mulheres com endometriose têm cerca de 20% mais chance de ter problemas no coração, como infarto, insuficiência cardíaca e arritmias. Isso acontece porque a doença causa uma inflamação constante no corpo, e também gera muito estresse psicológico, o que agrava ainda mais o quadro.
O risco de problemas cardíacos fica ainda maior para quem precisou retirar o útero e os ovários com cirurgia pela endometriose. Isso acontece porque a consequência da retirada de ovários é que a mulher passa pela chamada “menopausa cirúrgica”, já que há uma queda acentuada do estrogênio (o hormônio que protege o coração) acelerando os riscos de problemas no coração e vasos sanguíneos.
A endometriose acomete 1 mulher em cada 10. É uma doença que acontece quando o tecido que deveria crescer dentro do útero acaba crescendo fora dele, causando muitas dores.
Muitas pessoas já sabem que a endometriose é uma das causas de infertilidade, o que quase ninguém te conta é que mulheres com endometriose têm cerca de 20% mais chance de ter problemas no coração, como infarto, insuficiência cardíaca e arritmias. Isso acontece porque a doença causa uma inflamação constante no corpo, e também gera muito estresse psicológico, o que agrava ainda mais o quadro.
O risco de problemas cardíacos fica ainda maior para quem precisou retirar o útero e os ovários com cirurgia pela endometriose. Isso acontece porque a consequência da retirada de ovários é que a mulher passa pela chamada “menopausa cirúrgica”, já que há uma queda acentuada do estrogênio (o hormônio que protege o coração) acelerando os riscos de problemas no coração e vasos sanguíneos.
A endometriose acomete 1 mulher em cada 10. É uma doença que acontece quando o tecido que deveria crescer dentro do útero acaba crescendo fora dele, causando muitas dores.
Muitas pessoas já sabem que a endometriose é uma das causas de infertilidade, o que quase ninguém te conta é que mulheres com endometriose têm cerca de 20% mais chance de ter problemas no coração, como infarto, insuficiência cardíaca e arritmias. Isso acontece porque a doença causa uma inflamação constante no corpo, e também gera muito estresse psicológico, o que agrava ainda mais o quadro.
O risco de problemas cardíacos fica ainda maior para quem precisou retirar o útero e os ovários com cirurgia pela endometriose. Isso acontece porque a consequência da retirada de ovários é que a mulher passa pela chamada “menopausa cirúrgica”, já que há uma queda acentuada do estrogênio (o hormônio que protege o coração) acelerando os riscos de problemas no coração e vasos sanguíneos.
As pílulas anticoncepcionais combinadas são os métodos de contracepção mais usados, mas exigem indicação individualizada.
Todas as pílulas combinadas aumentam o risco de trombose comparado ao não uso. As pílulas mais antigas (de "primeira geração"), que tinham doses muito altas de estrogênio (≥50 µg), não são mais usadas devido aos riscos elevados. As doses foram reduzidas ao longo do tempo (20-35 µg atualmente).
Estudos mostram que pílulas de 3ª e 4ª geração (desogestrel, gestodene, drospirenone) têm risco de trombose venosa cerca de 2 vezes maior do que as de 2ª geração (levonorgestrel), embora possam ter menor risco de trombose arterial (infarto).
Para mulheres com SOMP, as pílulas de 3ª e 4ª geração oferecem melhor controle dos hormônios masculinos (efeito antiandrogênico), ajudando com acne e crescimento de pelos. Porém, essa escolha deve ser individualizada, considerando o risco trombótico aumentado.
Se a mulher tiver risco muito alto de trombose, a melhor opção são pílulas que contêm apenas progestógeno isolado (sem estrogênio), que não aumentam o risco de trombose venosa, embora tragam menos benefícios antiandrogênicos para quem tem SOMP.
As pílulas anticoncepcionais combinadas são os métodos de contracepção mais usados, mas exigem indicação individualizada.
Todas as pílulas combinadas aumentam o risco de trombose comparado ao não uso. As pílulas mais antigas (de "primeira geração"), que tinham doses muito altas de estrogênio (≥50 µg), não são mais usadas devido aos riscos elevados. As doses foram reduzidas ao longo do tempo (20-35 µg atualmente).
Estudos mostram que pílulas de 3ª e 4ª geração (desogestrel, gestodene, drospirenone) têm risco de trombose venosa cerca de 2 vezes maior do que as de 2ª geração (levonorgestrel), embora possam ter menor risco de trombose arterial (infarto).
Para mulheres com SOMP, as pílulas de 3ª e 4ª geração oferecem melhor controle dos hormônios masculinos (efeito antiandrogênico), ajudando com acne e crescimento de pelos. Porém, essa escolha deve ser individualizada, considerando o risco trombótico aumentado.
Se a mulher tiver risco muito alto de trombose, a melhor opção são pílulas que contêm apenas progestógeno isolado (sem estrogênio), que não aumentam o risco de trombose venosa, embora tragam menos benefícios antiandrogênicos para quem tem SOMP.
As pílulas anticoncepcionais combinadas são os métodos de contracepção mais usados, mas exigem indicação individualizada.
Todas as pílulas combinadas aumentam o risco de trombose comparado ao não uso. As pílulas mais antigas (de "primeira geração"), que tinham doses muito altas de estrogênio (≥50 µg), não são mais usadas devido aos riscos elevados. As doses foram reduzidas ao longo do tempo (20-35 µg atualmente).
Estudos mostram que pílulas de 3ª e 4ª geração (desogestrel, gestodene, drospirenone) têm risco de trombose venosa cerca de 2 vezes maior do que as de 2ª geração (levonorgestrel), embora possam ter menor risco de trombose arterial (infarto).
Para mulheres com SOMP, as pílulas de 3ª e 4ª geração oferecem melhor controle dos hormônios masculinos (efeito antiandrogênico), ajudando com acne e crescimento de pelos. Porém, essa escolha deve ser individualizada, considerando o risco trombótico aumentado.
Se a mulher tiver risco muito alto de trombose, a melhor opção são pílulas que contêm apenas progestógeno isolado (sem estrogênio), que não aumentam o risco de trombose venosa, embora tragam menos benefícios antiandrogênicos para quem tem SOMP.
Quando a mulher engravida, o corpo passa por uma verdadeira revolução para garantir que o bebê receba sangue e oxigênio suficientes. Com isso, o coração trabalha mais, pois precisa bombear muito mais sangue, e as artérias se dilatam. Essa sobrecarga começa logo nos primeiros meses da gestação.
A mulher deve ter atenção ao escolher fazer tratamento para fertilidade, pois as técnicas de reprodução assistida (como a fertilização in vitro) podem aumentar um pouco o risco de problemas circulatórios. Isso acontece porque os hormônios do tratamento mexem com as paredes das artérias e podem facilitar a formação de coágulos (estado pró-trombótico).
Como o corpo da grávida produz mais hormônios do estresse (catecolaminas) e o volume de sangue aumenta muito, é muito comum sentir o coração dar umas "batidas desordenadas" ou acelerar. Na metade das vezes em que as gestantes reclamam disso, são apenas batidas extras benignas. Mas o risco de ter uma arritmia séria é maior no final da gravidez (terceiro trimestre), principalmente para quem já tinha algum problema de nascença.
Algumas complicações que acontecem durante a gravidez não desaparecem totalmente depois que o bebê nasce; elas deixam um rastro que aumenta o risco de a mulher ter problemas cardíacos mais tarde na vida. Fique muito atenta se você teve ou conhece alguém que teve:
Pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez): Ela aumenta em quatro vezes o risco de a mulher ter insuficiência cardíaca (coração fraco) e duplica a chance de ter entupimento nas artérias do coração no futuro.
Diabetes Gestacional: Ter açúcar elevado na gravidez aumenta muito o risco de a mulher desenvolver diabetes tipo 2 e ter doenças no coração mais para a frente.
Outros alertas: Parto prematuro, bebê que nasce muito pequeno ou descolamento de placenta também são sinais de que o sistema circulatório dessa mulher precisa de mais atenção ao longo da vida.
Embora não seja a regra, cerca de 4% das gravidezes no mundo têm alguma complicação no coração. Os problemas cardíacos são a principal causa de complicações graves e mortalidade materna, sendo que mais da metade das vezes (68%) acontece principalmente por uma condição séria chamada cardiomiopatia periparto. É uma fraqueza no músculo do coração que faz com que ele não consiga bombear o sangue direito. Ela costuma aparecer bem pertinho do parto ou nos meses logo em seguida. Mulheres mais maduras, ou que têm pressão alta, diabetes, obesidade ou que estão grávidas de gêmeos têm mais risco de passar por isso.
Quando a mulher engravida, o corpo passa por uma verdadeira revolução para garantir que o bebê receba sangue e oxigênio suficientes. Com isso, o coração trabalha mais, pois precisa bombear muito mais sangue, e as artérias se dilatam. Essa sobrecarga começa logo nos primeiros meses da gestação.
A mulher deve ter atenção ao escolher fazer tratamento para fertilidade, pois as técnicas de reprodução assistida (como a fertilização in vitro) podem aumentar um pouco o risco de problemas circulatórios. Isso acontece porque os hormônios do tratamento mexem com as paredes das artérias e podem facilitar a formação de coágulos (estado pró-trombótico).
Como o corpo da grávida produz mais hormônios do estresse (catecolaminas) e o volume de sangue aumenta muito, é muito comum sentir o coração dar umas "batidas desordenadas" ou acelerar. Na metade das vezes em que as gestantes reclamam disso, são apenas batidas extras benignas. Mas o risco de ter uma arritmia séria é maior no final da gravidez (terceiro trimestre), principalmente para quem já tinha algum problema de nascença.
Algumas complicações que acontecem durante a gravidez não desaparecem totalmente depois que o bebê nasce; elas deixam um rastro que aumenta o risco de a mulher ter problemas cardíacos mais tarde na vida. Fique muito atenta se você teve ou conhece alguém que teve:
Pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez): Ela aumenta em quatro vezes o risco de a mulher ter insuficiência cardíaca (coração fraco) e duplica a chance de ter entupimento nas artérias do coração no futuro.
Diabetes Gestacional: Ter açúcar elevado na gravidez aumenta muito o risco de a mulher desenvolver diabetes tipo 2 e ter doenças no coração mais para a frente.
Outros alertas: Parto prematuro, bebê que nasce muito pequeno ou descolamento de placenta também são sinais de que o sistema circulatório dessa mulher precisa de mais atenção ao longo da vida.
Embora não seja a regra, cerca de 4% das gravidezes no mundo têm alguma complicação no coração. Os problemas cardíacos são a principal causa de complicações graves e mortalidade materna, sendo que mais da metade das vezes (68%) acontece principalmente por uma condição séria chamada cardiomiopatia periparto. É uma fraqueza no músculo do coração que faz com que ele não consiga bombear o sangue direito. Ela costuma aparecer bem pertinho do parto ou nos meses logo em seguida. Mulheres mais maduras, ou que têm pressão alta, diabetes, obesidade ou que estão grávidas de gêmeos têm mais risco de passar por isso.
Quando a mulher engravida, o corpo passa por uma verdadeira revolução para garantir que o bebê receba sangue e oxigênio suficientes. Com isso, o coração trabalha mais, pois precisa bombear muito mais sangue, e as artérias se dilatam. Essa sobrecarga começa logo nos primeiros meses da gestação.
A mulher deve ter atenção ao escolher fazer tratamento para fertilidade, pois as técnicas de reprodução assistida (como a fertilização in vitro) podem aumentar um pouco o risco de problemas circulatórios. Isso acontece porque os hormônios do tratamento mexem com as paredes das artérias e podem facilitar a formação de coágulos (estado pró-trombótico).
Como o corpo da grávida produz mais hormônios do estresse (catecolaminas) e o volume de sangue aumenta muito, é muito comum sentir o coração dar umas "batidas desordenadas" ou acelerar. Na metade das vezes em que as gestantes reclamam disso, são apenas batidas extras benignas. Mas o risco de ter uma arritmia séria é maior no final da gravidez (terceiro trimestre), principalmente para quem já tinha algum problema de nascença.
Algumas complicações que acontecem durante a gravidez não desaparecem totalmente depois que o bebê nasce; elas deixam um rastro que aumenta o risco de a mulher ter problemas cardíacos mais tarde na vida. Fique muito atenta se você teve ou conhece alguém que teve:
Pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez): Ela aumenta em quatro vezes o risco de a mulher ter insuficiência cardíaca (coração fraco) e duplica a chance de ter entupimento nas artérias do coração no futuro.
Diabetes Gestacional: Ter açúcar elevado na gravidez aumenta muito o risco de a mulher desenvolver diabetes tipo 2 e ter doenças no coração mais para a frente.
Outros alertas: Parto prematuro, bebê que nasce muito pequeno ou descolamento de placenta também são sinais de que o sistema circulatório dessa mulher precisa de mais atenção ao longo da vida.
Embora não seja a regra, cerca de 4% das gravidezes no mundo têm alguma complicação no coração. Os problemas cardíacos são a principal causa de complicações graves e mortalidade materna, sendo que mais da metade das vezes (68%) acontece principalmente por uma condição séria chamada cardiomiopatia periparto. É uma fraqueza no músculo do coração que faz com que ele não consiga bombear o sangue direito. Ela costuma aparecer bem pertinho do parto ou nos meses logo em seguida. Mulheres mais maduras, ou que têm pressão alta, diabetes, obesidade ou que estão grávidas de gêmeos têm mais risco de passar por isso.
As mulheres costumam manifestar problemas de coração cerca de 7 a 10 anos mais tarde do que os homens. No entanto, quando chega à menopausa, esse risco sobe de forma muito acelerada, igualando a mortalidade feminina à masculina. O perigo é ainda maior para quem teve menopausa precoce (antes dos 45 anos), seja de forma natural ou por ter precisado passar por cirurgia para retirar o útero e os ovários. Por isso, essa fase é o momento perfeito para fazer um check-up caprichado.
O grande responsável por essa transformação é a queda do estradiol (o estrogênio principal). O estrogênio ajuda a manter as artérias relaxadas e abertas. Sem ele, o corpo passa a produzir menos substâncias que relaxam os vasos (como o óxido nítrico) e mais substâncias que os contraem e inflamam. O resultado é que as artérias começam a endurecer muito rápido. Estudos mostram que esse aumento na rigidez arterial acontece já no primeiro ano após a última menstruação. Isso faz com que a pressão arterial suba abruptamente nessa fase.
Durante a perimenopausa, é muito comum a mulher ter um ganho de peso. Isso acontece porque o nosso metabolismo desacelera, há maior chance de uma perda de massa muscular (sarcopenia) e, muitas vezes, o sono ruim e oscilações de humor, diminuem a vontade de fazer exercícios, aumentando o risco de sedentarismo. O pior é que a gordura muda de lugar: ela começa a se acumular na região da barriga e da cintura (gordura visceral). Essa gordura "da barriga" é perigosa porque inflama o corpo por dentro e causa a chamada resistência à insulina, o que aumenta muito a chance de desenvolver diabetes tipo 2.
Antes da menopausa, a mulher costuma ter um perfil de colesterol mais saudável do que os homens (com colesterol “ruim” LDL mais baixo e colesterol “bom” HDL mais alto). Porém, na pós-menopausa, o jogo vira: o LDL sobre e o HDL cai. Para piorar, as partículas conseguem grudar com muito mais facilidade nas paredes das artérias, criando as perigosas placas de gordura.
Os homens e as mulheres desenvolvem placas de gordura nas artérias do coração de maneiras diferentes. Nos homens, essas placas tendem a ter mais gordura no centro e uma capa mais fina, o que as torna mais propensas a se romper e causar um ataque cardíaco, especialmente em idades mais jovens. Nas mulheres, as placas costumam ser mais fibrosas (com mais tecido cicatricial) e menos ricas em gordura. Antes da menopausa, as mulheres geralmente têm menos placas nas artérias do que os homens da mesma idade. Porém, após a menopausa, há uma aceleração no desenvolvimento dessas placas, com aumento mais rápido da calcificação (endurecimento) das artérias em comparação aos homens.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), sem dúvida, a estratégia mais eficiente para combater os piores sintomas vasomotores da menopausa, como os calorões (fogachos). Apesar da TSH não ser indicação direta para prevenir doenças cardíacas, quando iniciada na “Janela de Oportunidade” (dentro do período dos primeiros 10 anos após a última menstruação, e menos de 60 anos de idade), tende a proteger indiretamente o coração, diminuindo o risco de infarto e a mortalidade geral.
Se a TRH for iniciada em mulheres mais velhas (com mais de 10 anos de pós-menopausa ou mulheres com mais de 60 anos de idade), ela não traz benefícios e, pior, pode aumentar o risco de infarto, derrame (AVC) e entupimento de veias (trombose).
Além disso, o tipo de hormônio da TRH e via de administração faz toda a diferença para a saúde cardiovascular da mulher:
Gel ou Adesivo (Transdérmico): Os hormônios que entram pela pele afetam muito menos a coagulação do sangue, sendo os mais seguros contra o risco de derrame e trombose.
A Progesterona Bioidêntica: Mulheres que ainda têm útero precisam associar o estrogênio à progesterona para proteger o órgão. Estudos recentes mostraram que usar a progesterona bioidêntica micronizada (hormônio com estrutura molecular idêntica ao produzido naturalmente pelos ovários) não aumenta o risco de trombose, ao contrário das versões sintéticas antigas.
As mulheres costumam manifestar problemas de coração cerca de 7 a 10 anos mais tarde do que os homens. No entanto, quando chega à menopausa, esse risco sobe de forma muito acelerada, igualando a mortalidade feminina à masculina. O perigo é ainda maior para quem teve menopausa precoce (antes dos 45 anos), seja de forma natural ou por ter precisado passar por cirurgia para retirar o útero e os ovários. Por isso, essa fase é o momento perfeito para fazer um check-up caprichado.
O grande responsável por essa transformação é a queda do estradiol (o estrogênio principal). O estrogênio ajuda a manter as artérias relaxadas e abertas. Sem ele, o corpo passa a produzir menos substâncias que relaxam os vasos (como o óxido nítrico) e mais substâncias que os contraem e inflamam. O resultado é que as artérias começam a endurecer muito rápido. Estudos mostram que esse aumento na rigidez arterial acontece já no primeiro ano após a última menstruação. Isso faz com que a pressão arterial suba abruptamente nessa fase.
Durante a perimenopausa, é muito comum a mulher ter um ganho de peso. Isso acontece porque o nosso metabolismo desacelera, há maior chance de uma perda de massa muscular (sarcopenia) e, muitas vezes, o sono ruim e oscilações de humor, diminuem a vontade de fazer exercícios, aumentando o risco de sedentarismo. O pior é que a gordura muda de lugar: ela começa a se acumular na região da barriga e da cintura (gordura visceral). Essa gordura "da barriga" é perigosa porque inflama o corpo por dentro e causa a chamada resistência à insulina, o que aumenta muito a chance de desenvolver diabetes tipo 2.
Antes da menopausa, a mulher costuma ter um perfil de colesterol mais saudável do que os homens (com colesterol “ruim” LDL mais baixo e colesterol “bom” HDL mais alto). Porém, na pós-menopausa, o jogo vira: o LDL sobre e o HDL cai. Para piorar, as partículas conseguem grudar com muito mais facilidade nas paredes das artérias, criando as perigosas placas de gordura.
Os homens e as mulheres desenvolvem placas de gordura nas artérias do coração de maneiras diferentes. Nos homens, essas placas tendem a ter mais gordura no centro e uma capa mais fina, o que as torna mais propensas a se romper e causar um ataque cardíaco, especialmente em idades mais jovens. Nas mulheres, as placas costumam ser mais fibrosas (com mais tecido cicatricial) e menos ricas em gordura. Antes da menopausa, as mulheres geralmente têm menos placas nas artérias do que os homens da mesma idade. Porém, após a menopausa, há uma aceleração no desenvolvimento dessas placas, com aumento mais rápido da calcificação (endurecimento) das artérias em comparação aos homens.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), sem dúvida, a estratégia mais eficiente para combater os piores sintomas vasomotores da menopausa, como os calorões (fogachos). Apesar da TSH não ser indicação direta para prevenir doenças cardíacas, quando iniciada na “Janela de Oportunidade” (dentro do período dos primeiros 10 anos após a última menstruação, e menos de 60 anos de idade), tende a proteger indiretamente o coração, diminuindo o risco de infarto e a mortalidade geral.
Se a TRH for iniciada em mulheres mais velhas (com mais de 10 anos de pós-menopausa ou mulheres com mais de 60 anos de idade), ela não traz benefícios e, pior, pode aumentar o risco de infarto, derrame (AVC) e entupimento de veias (trombose).
Além disso, o tipo de hormônio da TRH e via de administração faz toda a diferença para a saúde cardiovascular da mulher:
Gel ou Adesivo (Transdérmico): Os hormônios que entram pela pele afetam muito menos a coagulação do sangue, sendo os mais seguros contra o risco de derrame e trombose.
A Progesterona Bioidêntica: Mulheres que ainda têm útero precisam associar o estrogênio à progesterona para proteger o órgão. Estudos recentes mostraram que usar a progesterona bioidêntica micronizada (hormônio com estrutura molecular idêntica ao produzido naturalmente pelos ovários) não aumenta o risco de trombose, ao contrário das versões sintéticas antigas.
As mulheres costumam manifestar problemas de coração cerca de 7 a 10 anos mais tarde do que os homens. No entanto, quando chega à menopausa, esse risco sobe de forma muito acelerada, igualando a mortalidade feminina à masculina. O perigo é ainda maior para quem teve menopausa precoce (antes dos 45 anos), seja de forma natural ou por ter precisado passar por cirurgia para retirar o útero e os ovários. Por isso, essa fase é o momento perfeito para fazer um check-up caprichado.
O grande responsável por essa transformação é a queda do estradiol (o estrogênio principal). O estrogênio ajuda a manter as artérias relaxadas e abertas. Sem ele, o corpo passa a produzir menos substâncias que relaxam os vasos (como o óxido nítrico) e mais substâncias que os contraem e inflamam. O resultado é que as artérias começam a endurecer muito rápido. Estudos mostram que esse aumento na rigidez arterial acontece já no primeiro ano após a última menstruação. Isso faz com que a pressão arterial suba abruptamente nessa fase.
Durante a perimenopausa, é muito comum a mulher ter um ganho de peso. Isso acontece porque o nosso metabolismo desacelera, há maior chance de uma perda de massa muscular (sarcopenia) e, muitas vezes, o sono ruim e oscilações de humor, diminuem a vontade de fazer exercícios, aumentando o risco de sedentarismo. O pior é que a gordura muda de lugar: ela começa a se acumular na região da barriga e da cintura (gordura visceral). Essa gordura "da barriga" é perigosa porque inflama o corpo por dentro e causa a chamada resistência à insulina, o que aumenta muito a chance de desenvolver diabetes tipo 2.
Antes da menopausa, a mulher costuma ter um perfil de colesterol mais saudável do que os homens (com colesterol “ruim” LDL mais baixo e colesterol “bom” HDL mais alto). Porém, na pós-menopausa, o jogo vira: o LDL sobre e o HDL cai. Para piorar, as partículas conseguem grudar com muito mais facilidade nas paredes das artérias, criando as perigosas placas de gordura.
Os homens e as mulheres desenvolvem placas de gordura nas artérias do coração de maneiras diferentes. Nos homens, essas placas tendem a ter mais gordura no centro e uma capa mais fina, o que as torna mais propensas a se romper e causar um ataque cardíaco, especialmente em idades mais jovens. Nas mulheres, as placas costumam ser mais fibrosas (com mais tecido cicatricial) e menos ricas em gordura. Antes da menopausa, as mulheres geralmente têm menos placas nas artérias do que os homens da mesma idade. Porém, após a menopausa, há uma aceleração no desenvolvimento dessas placas, com aumento mais rápido da calcificação (endurecimento) das artérias em comparação aos homens.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), sem dúvida, a estratégia mais eficiente para combater os piores sintomas vasomotores da menopausa, como os calorões (fogachos). Apesar da TSH não ser indicação direta para prevenir doenças cardíacas, quando iniciada na “Janela de Oportunidade” (dentro do período dos primeiros 10 anos após a última menstruação, e menos de 60 anos de idade), tende a proteger indiretamente o coração, diminuindo o risco de infarto e a mortalidade geral.
Se a TRH for iniciada em mulheres mais velhas (com mais de 10 anos de pós-menopausa ou mulheres com mais de 60 anos de idade), ela não traz benefícios e, pior, pode aumentar o risco de infarto, derrame (AVC) e entupimento de veias (trombose).
Além disso, o tipo de hormônio da TRH e via de administração faz toda a diferença para a saúde cardiovascular da mulher:
Gel ou Adesivo (Transdérmico): Os hormônios que entram pela pele afetam muito menos a coagulação do sangue, sendo os mais seguros contra o risco de derrame e trombose.
A Progesterona Bioidêntica: Mulheres que ainda têm útero precisam associar o estrogênio à progesterona para proteger o órgão. Estudos recentes mostraram que usar a progesterona bioidêntica micronizada (hormônio com estrutura molecular idêntica ao produzido naturalmente pelos ovários) não aumenta o risco de trombose, ao contrário das versões sintéticas antigas.
Cuidar da saúde do coração na terceira idade exige olhar para a vida da mulher como um todo. O isolamento social e a solidão aumentam o risco de doenças cardíacas em 13% e 27%, respectivamente, em mulheres idosas. Além disso, os sintomas atípicos (como no infarto já mencionado), a fragilidade física, dificuldades de comunicação ou problemas de memória (declínio cognitivo) tornam o diagnóstico e o cumprimento dos tratamentos mais difíceis.
Conforme envelhecemos, nós mulheres sofremos um aumento muito mais rápido na rigidez das artérias do que os homens. É por isso que, após os 65 anos de idade, a pressão alta se torna muito mais comum e frequente nas mulheres do que neles.
O tipo de insuficiência cardíaca (coração fraco) mais comum nas mulheres idosas é diferente do dos homens. Enquanto neles o coração costuma ficar dilatado e sem força para bombear por causa de infartos antigos, nas mulheres o músculo cardíaco tende a ficar grosso e rígido, geralmente por culpa de anos de pressão alta e diabetes mal controlados. O coração até bombeia com força (fração de ejeção normal), mas não consegue relaxar para se encher de sangue (disfunção diastólica). Isso faz com que as mulheres idosas com esse problema sintam mais falta de ar e tenham uma qualidade de vida pior.
O tratamento da mulher deve ser ainda mais individualizado na terceira idade, respeitando o limite do corpo de cada uma. Por exemplo, um grande estudo europeu evidenciou que as mulheres idosas conseguem uma proteção e melhora no coração usando apenas metade da dose dos remédios recomendada para os homens. Controlar essa pressão com médicos que seguem diretrizes científicas específicas para pacientes mais idosas e frágeis, como geriatra, é fundamental para evitar complicações maiores.
Com o avanço da idade, torna-se comum o surgimento da Fibrilação Atrial (FA), uma arritmia em que o coração bate de forma rápida e desordenada. Esse descompasso faz com que o sangue acumule no coração, podendo formar coágulos que viajam até o cérebro e provocam um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O grande sinal de alerta é que ser do sexo feminino é um fator de risco isolado para sofrer um AVC decorrente dessa arritmia. Apesar disso, estudos mostram que mulheres idosas enfrentam sérias desvantagens no tratamento preventivo com anticoagulantes:
Subprescrição: Elas recebem menos receitas destes medicamentos do que os homens, mesmo precisando tanto quanto eles.
Tratamento desatualizado: Quando são tratadas, costumam receber a varfarina (um remédio antigo), o que as deixa com três vezes mais risco de sangramentos do que os homens.
Risco maior de AVC: Embora existam anticoagulantes modernos e mais seguros, a falta de prescrição dessas novas terapias faz com que as mulheres idosas sofram significativamente mais AVCs do que os homens.
O Prolapso da Válvula Mitral, uma alteração em uma das "portinhas" do coração, é muito mais comum em mulheres, e quando o problema se agrava acontece a insuficiência mitral. As mulheres enfrentam uma grande barreira: as regras e exames que os médicos usam para decidir a hora de operar foram feitos baseados no tamanho do corpo dos homens. Como as mulheres tendem a ser menores, os exames demoram a mostrar que a situação está crítica. Por causa disso, elas são encaminhadas para a cirurgia muito mais tarde e acabam tendo uma mortalidade maior do que os homens.
Cuidar da saúde do coração na terceira idade exige olhar para a vida da mulher como um todo. O isolamento social e a solidão aumentam o risco de doenças cardíacas em 13% e 27%, respectivamente, em mulheres idosas. Além disso, os sintomas atípicos (como no infarto já mencionado), a fragilidade física, dificuldades de comunicação ou problemas de memória (declínio cognitivo) tornam o diagnóstico e o cumprimento dos tratamentos mais difíceis.
Conforme envelhecemos, nós mulheres sofremos um aumento muito mais rápido na rigidez das artérias do que os homens. É por isso que, após os 65 anos de idade, a pressão alta se torna muito mais comum e frequente nas mulheres do que neles.
O tipo de insuficiência cardíaca (coração fraco) mais comum nas mulheres idosas é diferente do dos homens. Enquanto neles o coração costuma ficar dilatado e sem força para bombear por causa de infartos antigos, nas mulheres o músculo cardíaco tende a ficar grosso e rígido, geralmente por culpa de anos de pressão alta e diabetes mal controlados. O coração até bombeia com força (fração de ejeção normal), mas não consegue relaxar para se encher de sangue (disfunção diastólica). Isso faz com que as mulheres idosas com esse problema sintam mais falta de ar e tenham uma qualidade de vida pior.
O tratamento da mulher deve ser ainda mais individualizado na terceira idade, respeitando o limite do corpo de cada uma. Por exemplo, um grande estudo europeu evidenciou que as mulheres idosas conseguem uma proteção e melhora no coração usando apenas metade da dose dos remédios recomendada para os homens. Controlar essa pressão com médicos que seguem diretrizes científicas específicas para pacientes mais idosas e frágeis, como geriatra, é fundamental para evitar complicações maiores.
Com o avanço da idade, torna-se comum o surgimento da Fibrilação Atrial (FA), uma arritmia em que o coração bate de forma rápida e desordenada. Esse descompasso faz com que o sangue acumule no coração, podendo formar coágulos que viajam até o cérebro e provocam um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O grande sinal de alerta é que ser do sexo feminino é um fator de risco isolado para sofrer um AVC decorrente dessa arritmia. Apesar disso, estudos mostram que mulheres idosas enfrentam sérias desvantagens no tratamento preventivo com anticoagulantes:
Subprescrição: Elas recebem menos receitas destes medicamentos do que os homens, mesmo precisando tanto quanto eles.
Tratamento desatualizado: Quando são tratadas, costumam receber a varfarina (um remédio antigo), o que as deixa com três vezes mais risco de sangramentos do que os homens.
Risco maior de AVC: Embora existam anticoagulantes modernos e mais seguros, a falta de prescrição dessas novas terapias faz com que as mulheres idosas sofram significativamente mais AVCs do que os homens.
O Prolapso da Válvula Mitral, uma alteração em uma das "portinhas" do coração, é muito mais comum em mulheres, e quando o problema se agrava acontece a insuficiência mitral. As mulheres enfrentam uma grande barreira: as regras e exames que os médicos usam para decidir a hora de operar foram feitos baseados no tamanho do corpo dos homens. Como as mulheres tendem a ser menores, os exames demoram a mostrar que a situação está crítica. Por causa disso, elas são encaminhadas para a cirurgia muito mais tarde e acabam tendo uma mortalidade maior do que os homens.
Cuidar da saúde do coração na terceira idade exige olhar para a vida da mulher como um todo. O isolamento social e a solidão aumentam o risco de doenças cardíacas em 13% e 27%, respectivamente, em mulheres idosas. Além disso, os sintomas atípicos (como no infarto já mencionado), a fragilidade física, dificuldades de comunicação ou problemas de memória (declínio cognitivo) tornam o diagnóstico e o cumprimento dos tratamentos mais difíceis.
Conforme envelhecemos, nós mulheres sofremos um aumento muito mais rápido na rigidez das artérias do que os homens. É por isso que, após os 65 anos de idade, a pressão alta se torna muito mais comum e frequente nas mulheres do que neles.
O tipo de insuficiência cardíaca (coração fraco) mais comum nas mulheres idosas é diferente do dos homens. Enquanto neles o coração costuma ficar dilatado e sem força para bombear por causa de infartos antigos, nas mulheres o músculo cardíaco tende a ficar grosso e rígido, geralmente por culpa de anos de pressão alta e diabetes mal controlados. O coração até bombeia com força (fração de ejeção normal), mas não consegue relaxar para se encher de sangue (disfunção diastólica). Isso faz com que as mulheres idosas com esse problema sintam mais falta de ar e tenham uma qualidade de vida pior.
O tratamento da mulher deve ser ainda mais individualizado na terceira idade, respeitando o limite do corpo de cada uma. Por exemplo, um grande estudo europeu evidenciou que as mulheres idosas conseguem uma proteção e melhora no coração usando apenas metade da dose dos remédios recomendada para os homens. Controlar essa pressão com médicos que seguem diretrizes científicas específicas para pacientes mais idosas e frágeis, como geriatra, é fundamental para evitar complicações maiores.
Com o avanço da idade, torna-se comum o surgimento da Fibrilação Atrial (FA), uma arritmia em que o coração bate de forma rápida e desordenada. Esse descompasso faz com que o sangue acumule no coração, podendo formar coágulos que viajam até o cérebro e provocam um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O grande sinal de alerta é que ser do sexo feminino é um fator de risco isolado para sofrer um AVC decorrente dessa arritmia. Apesar disso, estudos mostram que mulheres idosas enfrentam sérias desvantagens no tratamento preventivo com anticoagulantes:
Subprescrição: Elas recebem menos receitas destes medicamentos do que os homens, mesmo precisando tanto quanto eles.
Tratamento desatualizado: Quando são tratadas, costumam receber a varfarina (um remédio antigo), o que as deixa com três vezes mais risco de sangramentos do que os homens.
Risco maior de AVC: Embora existam anticoagulantes modernos e mais seguros, a falta de prescrição dessas novas terapias faz com que as mulheres idosas sofram significativamente mais AVCs do que os homens.
O Prolapso da Válvula Mitral, uma alteração em uma das "portinhas" do coração, é muito mais comum em mulheres, e quando o problema se agrava acontece a insuficiência mitral. As mulheres enfrentam uma grande barreira: as regras e exames que os médicos usam para decidir a hora de operar foram feitos baseados no tamanho do corpo dos homens. Como as mulheres tendem a ser menores, os exames demoram a mostrar que a situação está crítica. Por causa disso, elas são encaminhadas para a cirurgia muito mais tarde e acabam tendo uma mortalidade maior do que os homens.
É necessário que as pesquisas incluam mulheres de todas as idades e etnias. Isso é urgente para descobrirmos, por exemplo, as doses exatas de remédio que funcionam melhor no corpo feminino sem causar tantos efeitos colaterais.
É importante também que a mulher comece uma avaliação integral do risco do coração aos 45-50 anos pelo menos. Essa avaliação deve ir além do peso e do colesterol tradicional, incluindo o histórico de problemas na gravidez e outras condições exclusivas da mulher, como sintomas atípicos, SOMP, endometriose, uso de anticoncepcional, gravidez, menopausa e uso de TRH e envelhecimento do coração.
Também é fundamental que essas mulheres façam um acompanhamento de longo prazo com um médico de referência para proteger o coração e as artérias antes que os problemas apareçam.
É necessário que as pesquisas incluam mulheres de todas as idades e etnias. Isso é urgente para descobrirmos, por exemplo, as doses exatas de remédio que funcionam melhor no corpo feminino sem causar tantos efeitos colaterais.
É importante também que a mulher comece uma avaliação integral do risco do coração aos 45-50 anos pelo menos. Essa avaliação deve ir além do peso e do colesterol tradicional, incluindo o histórico de problemas na gravidez e outras condições exclusivas da mulher, como sintomas atípicos, SOMP, endometriose, uso de anticoncepcional, gravidez, menopausa e uso de TRH e envelhecimento do coração.
Também é fundamental que essas mulheres façam um acompanhamento de longo prazo com um médico de referência para proteger o coração e as artérias antes que os problemas apareçam.
É necessário que as pesquisas incluam mulheres de todas as idades e etnias. Isso é urgente para descobrirmos, por exemplo, as doses exatas de remédio que funcionam melhor no corpo feminino sem causar tantos efeitos colaterais.
É importante também que a mulher comece uma avaliação integral do risco do coração aos 45-50 anos pelo menos. Essa avaliação deve ir além do peso e do colesterol tradicional, incluindo o histórico de problemas na gravidez e outras condições exclusivas da mulher, como sintomas atípicos, SOMP, endometriose, uso de anticoncepcional, gravidez, menopausa e uso de TRH e envelhecimento do coração.
Também é fundamental que essas mulheres façam um acompanhamento de longo prazo com um médico de referência para proteger o coração e as artérias antes que os problemas apareçam.
Espero que esse conteúdo tenha te ajudado, mas vale lembrar que é um conteúdo educativo e não substitui uma consulta médica.
Caso precise de assistência médica, que tal agendar aquele check-up caprichado e focado na saúde da mulher madura? Se você deseja um espaço de escuta, ciência e compaixão para cuidar da sua saúde e longevidade, agende seu Check-Up da Mulher 50+ no meu consultório.
É um serviço (online ou presencial) onde avalio todos os riscos de saúde (incluindo saúde do coração), e desenho um planejamento de cuidados para sua longevidade saudável de forma personalizada. Será uma alegria receber você.
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Ame-se mais. Cuide-se mais!
Dra. Priscilla Fiorelli
Médica CRM-SP 156328
Acupuntura RQE 65691
Geriatria RQE 98055
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Referências
1. Chandrasekhar J, Yao J, Gong S, Wijayarathne M, Watts M, Mukherjee S. Cardiovascular Health in Women—Across the Lifespan. Clinical Endocrinology. 2026;104(6):539-55.
*Imagens realizadas pelo Gemini (IA)
Referências
1. Chandrasekhar J, Yao J, Gong S, Wijayarathne M, Watts M, Mukherjee S. Cardiovascular Health in Women—Across the Lifespan. Clinical Endocrinology. 2026;104(6):539-55.
*Imagens realizadas pelo Gemini (IA)
Referências
1. Chandrasekhar J, Yao J, Gong S, Wijayarathne M, Watts M, Mukherjee S. Cardiovascular Health in Women—Across the Lifespan. Clinical Endocrinology. 2026;104(6):539-55.
*Imagens realizadas pelo Gemini (IA)
Sou médica apaixonada por longevidade e bem estar. Acredito que podemos cuidar da saúde como um todo e não “enxugar gelo” tratando só de doenças.
Tenho formação em Medicina na USP há 13 anos, fiz residência de Clínica Geral e Geriatria na USP e título de Acupuntura pela AMB, e tenho muitas outras formações complementares em saúde integral.
Mas como diria Jung: “Saiba todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”.
Sou apenas um ser humano como você, e também sofro de doenças funcionais. Descobri que o sofrimento perpetua com pensamentos negativos, baixa autoestima e falta de apoio.
Por isso, minha missão é cuidar da saúde integral de mulheres que buscam se manter ativas com motivação gentil para que possam ter uma longevidade autêntica
Não é cedo e nem tarde demais para se cuidar com amor.
Ame-se mais, cuide-se mais.
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Mas como diria Jung: “Saiba todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”.
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Dra. Priscilla Fiorelli
Médica CRM-SP 156.28
Acupuntura RQE 64691
Geriatria RQE 98055
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© 2026 Dra. Priscilla Fiorelli. Todos os direitos reservados.
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